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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Orlando: Uma Biografia - Virgínia Woolf
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XX
terça-feira, 31 de maio de 2011
Terna é noite - F.Scott Fitzgerald
[Re-sublinho que os livros são apenas os pontos de partida para a minha divagação. Não procurem no livro o que vos conto dele, procurem-se.]
Existem pessoas que têm dentro delas uma tal verdade que ninguém lhes consegue passar pela vida, sem se lembrarem delas para sempre. Dick é esse herói em “Terna é a noite”. Um homem quase perfeito, que têm uma mulher quase perfeita… mas a sua vida não é, mesmo que pareça, perfeita. Esse homem adorado por todos, um dia passa o limiar dos seus próprios valores e tudo o que antes ele podia controlar, perde a orientação. Quando um homem passa por cima dos seus próprios valores, pouca coisa continua a importar. O que somos nós sem podermos confiar no que somos? Lançamento num abismo onde são sucessivas as asneiras, as desculpas, a culpas nos outros, a cegueira voluntária.
Existem pessoas que têm dentro delas uma tal verdade que ninguém lhes consegue passar pela vida, sem se lembrarem delas para sempre. Dick é esse herói em “Terna é a noite”. Um homem quase perfeito, que têm uma mulher quase perfeita… mas a sua vida não é, mesmo que pareça, perfeita. Esse homem adorado por todos, um dia passa o limiar dos seus próprios valores e tudo o que antes ele podia controlar, perde a orientação. Quando um homem passa por cima dos seus próprios valores, pouca coisa continua a importar. O que somos nós sem podermos confiar no que somos? Lançamento num abismo onde são sucessivas as asneiras, as desculpas, a culpas nos outros, a cegueira voluntária.
Existe uma espécie de corda suspensa onde as pessoas que se querem conhecer, caminham, o desequilíbrio está eminente, a qualquer momento o pé falha e vê-se então um lado negro, negro demais, para que as forças que nos trazem à superfície consigam esquecê-lo rapidamente. Alguns equilibram-se no momento exactamente antes do suicídio…outros acabam por cair e muitos anos passam até regressarem, se regressarem.
Mas, quando uma multidão nos continua olhar, erroneamente ou não, como antigo ou actual exemplo a seguir, aos poucos e poucos podemos convencer-nos de que é possível voltar a caminhar lá no alto. A confiança recupera-se, com ajuda. O orgulho destrói os caminhos. Se há alguém, que respeitamos e acredita incansavelmente em nós, é porque existem motivos para tal. Erra-se, mas a essência fica e um dia, com vontade e fugindo ao orgulho de querer fazer tudo sozinho, em silêncio, voltar-se-á a ser e por ser, fascina.
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XX
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
O carteiro de Pablo Neruda - Antonio Skármeta
[Aconselho o livro, especialmente a quem está pouco habituado a ler, porque lê-se rápido e a sua ligeireza e humor não deixam que fique muito tempo na cabeceira. Pode não ser uma obra de arte, mas é, sem dúvida, agradável. Aproveito ainda para deixar uma listinha que a carolina se deu ao trabalho de fazer… e assim lhe fazer promoção.
A história não é verídica, já para que ninguém ache que aqui pode ler uma biografia de Pablo Neruda. Leiam-lhe antes os poemas. ]
O carteiro de Plabo Neruda é um rapazinho que podia ser pescador se alguma vez tivesse entendido a magnitude do mar, mas ele só viu magnitude da sua morada no dia em Pablo lha mostrou. Primeiro foi a curiosidade de conhecer alguém “famoso”, depois, aos poucos e poucos, as vidas dos dois se tornam cúmplices. Neruda faz de conta que os seus favores ao jovem carteiro são um suplício, mas dentro disso, sabemos nós que ele não encontra em todo o lado o descaramento tão natural e desprovido de segundas intenções de Mário. Este rapazinho não acha que é um abuso pedir ao poeta que o ajude a ficar com a sua paixão, Beatriz, possuidora de uma mãe brava e sabida…este rapazinho, acha natural que, já que o culpado de haver paixão entre os dois foram os poemas de Pablo, o próprio Pablo que resolva agora o problema da mãe dela que não os quer juntos. E é esta inocência que Pablo leva por esse mundo fora até à França, ao Prémio Nobel, à guerra e à morte.
Mostram-se duas vidas que se cruzam, de homens honrados, com sucesso na vida, mas diferentes sucessos. Neruda chegou perto de muito mais gente, mas Mário foi feliz também, porque o guiaram os seus instintos e sagacidade de espírito, a sua falta de temor dos Deuses e Deusas.
É fundamental pensar neste à-vontade de vermos os grandes do mesmo tamanho que nós, de acharmos genuinamente que eles também ganham com a nossa presença, que os outros que nos parecem inalcançáveis têm tanta necessidade de nós como nós deles….porque a necessidade é de partilhar experiências e não de as mostrar apenas sem receber outras em troca. Mario não têm vergonha de não escrever tão bem as metáforas como Neruda. Mário escreve-as e mostra-lhas, sente necessidade de as criar e escreve-as como as sente. Foi assim que começaram os grandes poetas… por escrever aquilo que o seu dia-a-dia lhes trazia. Ninguém, de cabeça sã, escreveu uma grande obra a achar que ia ser uma grande obra, mas as grandes obras surgem e para que surjam é preciso não haver medo de arriscar e é também preciso ouvirmo-nos o que temos para dizer.
A história não é verídica, já para que ninguém ache que aqui pode ler uma biografia de Pablo Neruda. Leiam-lhe antes os poemas. ]
O carteiro de Plabo Neruda é um rapazinho que podia ser pescador se alguma vez tivesse entendido a magnitude do mar, mas ele só viu magnitude da sua morada no dia em Pablo lha mostrou. Primeiro foi a curiosidade de conhecer alguém “famoso”, depois, aos poucos e poucos, as vidas dos dois se tornam cúmplices. Neruda faz de conta que os seus favores ao jovem carteiro são um suplício, mas dentro disso, sabemos nós que ele não encontra em todo o lado o descaramento tão natural e desprovido de segundas intenções de Mário. Este rapazinho não acha que é um abuso pedir ao poeta que o ajude a ficar com a sua paixão, Beatriz, possuidora de uma mãe brava e sabida…este rapazinho, acha natural que, já que o culpado de haver paixão entre os dois foram os poemas de Pablo, o próprio Pablo que resolva agora o problema da mãe dela que não os quer juntos. E é esta inocência que Pablo leva por esse mundo fora até à França, ao Prémio Nobel, à guerra e à morte.
Mostram-se duas vidas que se cruzam, de homens honrados, com sucesso na vida, mas diferentes sucessos. Neruda chegou perto de muito mais gente, mas Mário foi feliz também, porque o guiaram os seus instintos e sagacidade de espírito, a sua falta de temor dos Deuses e Deusas.
É fundamental pensar neste à-vontade de vermos os grandes do mesmo tamanho que nós, de acharmos genuinamente que eles também ganham com a nossa presença, que os outros que nos parecem inalcançáveis têm tanta necessidade de nós como nós deles….porque a necessidade é de partilhar experiências e não de as mostrar apenas sem receber outras em troca. Mario não têm vergonha de não escrever tão bem as metáforas como Neruda. Mário escreve-as e mostra-lhas, sente necessidade de as criar e escreve-as como as sente. Foi assim que começaram os grandes poetas… por escrever aquilo que o seu dia-a-dia lhes trazia. Ninguém, de cabeça sã, escreveu uma grande obra a achar que ia ser uma grande obra, mas as grandes obras surgem e para que surjam é preciso não haver medo de arriscar e é também preciso ouvirmo-nos o que temos para dizer.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Memorial do Convento - José Saramago
Passa por toda a história da construção do convento, pelas vidas ali perdidas, anónimas, pelos padres que rezam pelos desconhecidos e pelos que precisavam que rezassem pelos pecados deles, os mandantes que destroem famílias para verem cumpridos os seus caprichos, o povo que se fascina com um convento que a ele trouxe tantos males e poucos bens, um povo que adora ver castigados aqueles que consideram imorais…mas sobretudo, Memorial do Convento, fala-me de uma história de amor imensa e o resto eu vou ignorar agora, é disto que me apetece falar, foi isto que me marcou.
Com ousadia e porque Saramago quando escreve é para os dias de hoje e não sobre os dias de ontem ele apresenta-nos um casal que muito improvavelmente viveria daquela maneira, naquela altura, porque ainda hoje é tão pouco vulgar.
Blimunda é a mulher que não têm medo e que vê, até demais…numa sociedade onde a religião é uma coisa tão presente, a noção de pecado, os sentimentos de culpa. Eles conhecem-se e entregam-se um ao outro, sem contractos, sem casamento, sem se quererem controlar…ela com os seus olhos que vêem em jejum por dentro das coisas promete que nunca o verá por dentro. São dois voadores, desafiados pelo padre Bartolomeu que quer chegar ao céu e abençoa esse casal que se põe na margem de todas as convenções, eles que se abraçam efusivamente em praça pública sem os pudores necessários à época, que se procuram todas as noites, em qualquer lugar, com qualquer idade. Dois sonhadores que não sabem ler nem escrever, mas sabem voar, dentro e fora da passarola e sobretudo sabem que têm de o fazer juntos… as suas vidas não são interessantes, não há sequer um filho que nasça, mas há uma ligação invisível que faz Blimunda procurar Baltasar durante nove anos, sozinha. Não se ouve falar, durante o livro todo em qualquer zanga entre os dois, qualquer submissão de um perante o outro, qualquer traição carnal ou não, de um ou outro. Ouve-se falar de uma grande espera, de uma imensa compreensão e um silêncio longo que partilham sempre que não sentem necessidade de falar, conversas profundas de dois seres que nada sabem do mundo. Mas aquilo que viram, não olharam apenas, e isso os torna especiais e inseparáveis, porque poucos vêem e cada um deles sentiria uma imensa solidão sem a companhia de alguém que perceba ou faça um esforço para perceber aquilo que o outro sente e quer. São felizes por saberem e não duvidarem de que são um do outro. Por não terem medo de serem um do outro.
Com ousadia e porque Saramago quando escreve é para os dias de hoje e não sobre os dias de ontem ele apresenta-nos um casal que muito improvavelmente viveria daquela maneira, naquela altura, porque ainda hoje é tão pouco vulgar.
Blimunda é a mulher que não têm medo e que vê, até demais…numa sociedade onde a religião é uma coisa tão presente, a noção de pecado, os sentimentos de culpa. Eles conhecem-se e entregam-se um ao outro, sem contractos, sem casamento, sem se quererem controlar…ela com os seus olhos que vêem em jejum por dentro das coisas promete que nunca o verá por dentro. São dois voadores, desafiados pelo padre Bartolomeu que quer chegar ao céu e abençoa esse casal que se põe na margem de todas as convenções, eles que se abraçam efusivamente em praça pública sem os pudores necessários à época, que se procuram todas as noites, em qualquer lugar, com qualquer idade. Dois sonhadores que não sabem ler nem escrever, mas sabem voar, dentro e fora da passarola e sobretudo sabem que têm de o fazer juntos… as suas vidas não são interessantes, não há sequer um filho que nasça, mas há uma ligação invisível que faz Blimunda procurar Baltasar durante nove anos, sozinha. Não se ouve falar, durante o livro todo em qualquer zanga entre os dois, qualquer submissão de um perante o outro, qualquer traição carnal ou não, de um ou outro. Ouve-se falar de uma grande espera, de uma imensa compreensão e um silêncio longo que partilham sempre que não sentem necessidade de falar, conversas profundas de dois seres que nada sabem do mundo. Mas aquilo que viram, não olharam apenas, e isso os torna especiais e inseparáveis, porque poucos vêem e cada um deles sentiria uma imensa solidão sem a companhia de alguém que perceba ou faça um esforço para perceber aquilo que o outro sente e quer. São felizes por saberem e não duvidarem de que são um do outro. Por não terem medo de serem um do outro.
Claro que no fim disto temos de referir que Saramago é um escritor que no meio do seu realismo mistura muita fantasia…resta saber em que campo se encontra uma história de amor destas.
(Só por não atirar isto logo para o campo da fantasia….Eu sou uma optimista, comprovada!)
(Só por não atirar isto logo para o campo da fantasia….Eu sou uma optimista, comprovada!)
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terça-feira, 31 de agosto de 2010
Sidarta - Hermann Hesse
Sidarta é um homem que entende que a vida não é uma linha recta e isso o leva a ser um Buda, o buda máximo do budismo…e este livro poderia quase ser definido assim. Desde a infância ele manifesta grande curiosidade por a arte de apreciar a vida com calma. Para os mais desatentos Sidarta pode até ser um homem sem coerência, o chamado troca-tintas. A questão é que ele simplesmente se recusa a viver uma vida que não faça sentido. Nunca se mostra preso a uma ideia de que encontrou o caminho certo, experimenta vários e sempre que um já não resulta com ele, muda. Torna-se seguidor de uma doutrina, depois experimenta outra de que ouviu falar bem, depois percebe que não pode seguir doutrinas, que é ele que têm de fazer a sua, depois arranja mulher, torna-se rico, aprende a estar numa sociedade “normal”, quando isso se torna demasiado vazio, abandona tudo, apercebe-se da sua arrogância de se julgar superior e vai aprender humildemente o que o rio têm para lhe ensinar. Sidarta nunca se recusa a seguir o seu coração, ou a deixar que o mundo não seja para ele uma constante avalanche de novidades. É ele uma eterna criança que vê tudo maravilhado de novo, como se nada soubesse nunca.
Aprendeu a escutar, aprendeu que a verdade das coisas está em cada um de nós no momento da vida que vivemos, nesse exacto momento, e por isso é que podemos mudar, cada momento é uma pessoa nova que nos invade. "O oposto de cada verdade é igualmente verdade.". Esse estado de viver os momentos traz a Sidarta a certeza de que o tempo não existe, nem futuro nem passado, tudo isso é apenas uma parte da pessoa desde sempre e a qualquer momento desabrochará em nós a paz que nos permite ver como ele que tudo deve ser como é. Somos donos do nosso destino, sim, mas não podemos ansiar tanto um futuro que nos impeça de viver o presente e passar uma vida mentirosa em que o amanhã não chega, nem a calma do sofrimento alegre que o amor ao mundo nos dá.
O mundo é belo hoje, como a nossa vida e por isso não temos de esperar o amanhã para ver maravilhas, não é necessário de viajar, aliás, não vale a pena viajar para sítios bonitos se nunca vimos aqui, no nosso dia-a-dia, a beleza de tudo, se nunca fomos capazes de amar o momento exactamente como ele é. Tal como as pessoas, também as coisas devem ser amadas do jeito que elas são, sem julgamento.
“A morte, para mim, é igual à vida; o pecado, igual à santidade; a inteligência, igual à tolice. Tudo deve ser como é. Unicamente o meu consenso, a minha vontade, a minha compreensão carinhosa são necessários para que todas as coisas sejam boas, a ponto de somente me trazerem vantagens, sem nunca me prejudicarem.”
O mundo é belo hoje, como a nossa vida e por isso não temos de esperar o amanhã para ver maravilhas, não é necessário de viajar, aliás, não vale a pena viajar para sítios bonitos se nunca vimos aqui, no nosso dia-a-dia, a beleza de tudo, se nunca fomos capazes de amar o momento exactamente como ele é. Tal como as pessoas, também as coisas devem ser amadas do jeito que elas são, sem julgamento.
“A morte, para mim, é igual à vida; o pecado, igual à santidade; a inteligência, igual à tolice. Tudo deve ser como é. Unicamente o meu consenso, a minha vontade, a minha compreensão carinhosa são necessários para que todas as coisas sejam boas, a ponto de somente me trazerem vantagens, sem nunca me prejudicarem.”
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Morte dum Caixeiro-Viajante - Arthur Miller
Willy não suporta o falhanço que teve na vida, os seus sonhos foram destruídos pela sua focalização errada nos caminhos para o sucesso. Contou que conhecer muitas pessoas e sobretudo estar perto das mais importantes, o faria subir na vida e queria ser o primeiro nela. Quem nasce em berço de ouro não precisa à partida de certas coisas que precisam os outros. Acontece que como Willy não nasceu em berço de ouro, teria de saber fazer bem o seu trabalho para que ele resultasse e não achar que porque sabe o nome e deu um aperto de mão a um ou dois senhores importantes já eles são seus amigos. Eles não sabem sequer o nome dele e Willy no fundo sabe de todo o seu falhanço ou não teria pensado em suicídio, mas quer iludir-se e conta a todos histórias em que ele acredita, porque as contou tantas vezes que se tornaram verdadeiras. Temos em contra partida o seu irmão Ben, que decidiu partir para a floresta sozinho, sem contar com apoios de ninguém e se tornou, pelo seu carácter persistente e capacidade de arriscar, um homem rico, à custa dos diamantes da selva. Willy não quer ver a realidade e isso impede-o de a mudar, quando as coisas não acontecem ele arranja uma desculpa lógica e fora de si mesmo para essa falha. A culpa nunca é de Willy verdadeiramente, mas sim de um qualquer motivo externo, um bom exemplo disso é o de pôr a culpa no professor de matemática para o facto de o seu filho não ter chegado à universidade, filho este que não estudou e julgava poder acabar o ano porque era um bom desportista e tinha o seu vizinho Bernard para poder copiar. Aqui mostra-se que o sermos bons em uma coisa jamais faz com que automaticamente esta permita não trabalhar para outra necessária, ou se luta pelo que se quer ou não se têm. Depois temos a mulher de Willy, Linda, que sabe da falsidade das fantasias do seu marido, mas ilude-se com a ideia de que ele assim é mais feliz e não o confronta, deixando que ele viva a irrealidade e ela seja apoiada por ela mesma, o que faz a realidade dele ser mais real. Um actor sempre precisa de público para acreditar que a sua representação não é mera loucura e aqui Linda é esse público que a imaginação de Willy necessita. No fim, é Biff, o filho que se quis iludir juntamente com o pai, que traz a verdade à vida da família: “Não passo de um falhado, pai! Não passo de um falhado! Quando acabará por compreender isto? Não se trata de rancor nem nada. É a verdade, senhor!”. Biff sobreviverá ao embate porque quis encarar a verdade e lutará pela vida nova, alcançou a liberdade de se saber dono de si. Willy suicida-se porque todo o mundo desabou rápido demais e o seu espírito comodista perdeu a capacidade de iniciar uma vida nova.
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